Diante de um produto parecido ao de um concorrente, a reação mais comum de quem vende em marketplace é baixar o preço. É também, na maioria das vezes, a pior decisão disponível — porque é a mais fácil de qualquer concorrente copiar de volta, iniciando uma corrida onde ninguém ganha de verdade.
Com o e-commerce brasileiro somando cerca de R$200 bilhões em faturamento em 2025 (fonte: E-Commerce Brasil) e o setor de marketplaces crescendo 31% ao ano (fonte: BXTData), o volume de concorrentes disputando os mesmos produtos populares só tende a aumentar. Nesse cenário, competir exclusivamente por preço é uma estratégia de curto prazo que corrói margem até inviabilizar a operação.
Existem alternativas mais sustentáveis de diferenciação que não dependem de vender mais barato que todo mundo. A primeira é velocidade de entrada: encontrar produtos em fase de crescimento antes da saturação de concorrência, quando ainda é possível vender com margem saudável. A segunda é escolha de canal certo: um produto pode ter margem ruim competindo por preço em um marketplace de busca tradicional, mas ótima margem vendendo por demonstração de conteúdo no TikTok Shop, onde o preço pesa menos que a percepção de valor criada pelo vídeo. A terceira é parceria de criador bem escolhida: um vídeo que gera desejo de compra reduz a sensibilidade do consumidor ao preço, porque a decisão deixa de ser puramente racional e comparativa.
A quarta e talvez mais importante alternativa é acompanhar dado de mercado continuamente: em vez de reagir ao concorrente baixando preço, antecipar onde a demanda está crescendo antes que a concorrência apareça em peso — o que elimina, na origem, a necessidade de competir por preço, porque você chega primeiro em vez de chegar depois brigando por espaço.
Preço importa, mas nunca deveria ser a primeira nem a única variável na estratégia de quem vende em marketplace.
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